sábado, 13 de dezembro de 2014
Tempos Modernos
REFLEXÃO
Logo na abertura do filme Chaplin nos aponta uma singela metáfora:
a boiada seguindo para o abatedouro, assim como a manada de gente
humana se entrando para o trabalho.
Uma corrosiva crítica à exploração do trabalho, usando recurso da
comédia para falar de coisas sérias: a alienação do trabalhador à
máquina; a perda do controle do tempo e do próprio corpo consumido
na velocidade e na repetitividade dos movimentos na realização do
seu trabalho.
Charles Chaplin marcou, desde então, um fenômeno real no mundo das
relações de trabalho, a deformação das pessoas no processo de trabalho
das organizações capitalistas de produção.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
A ascensão do conservadorismo
“Hoje, não se afirma com a
mesma tranquilidade do meu tempo de menino que haver pobres é a vontade de
Deus, que eles não têm as mesmas necessidades dos abastados, que os empregados
domésticos não precisam descansar, que só morre de fome quem for vadio e coisas
assim. [...] Nas caricaturas dos jornais e das revistas o esfarrapado e o negro
não são mais tema predileto das piadas [...]. Do mesmo modo, os políticos e
empresários de hoje não se declaram conservadores como antes, quando a
expressão classes conservadoras era um galardão.”
Antônio Candido
(Direito à literatura, 1988).
Há apenas dez anos,
comentaristas conservadores como Olavo de Carvalho ainda eram figuras
folclóricas no jornalismo brasileiro. Nos últimos anos, porém, os meios de
comunicação de massa incorporaram tantos conservadores que eles passaram a dar
o tom geral do jornalismo de opinião. Dentro e fora da imprensa, todo debate
político hoje é dominado por um discurso de ódio que coloca temas morais como o
combate ao homossexualismo e o endurecimento penal em primeiro plano e
subordina as questões econômicas e sociais a essa visão de mundo punitiva. Na
aurora da Nova República, Antonio Candido podia dizer que o avanço político da
classe trabalhadora tinha civilizado e moderado o discurso conservador. Vinte e
cinco anos depois parece que o oposto aconteceu. Como essa transformação foi
possível em tão curto espaço de tempo?
Estamos vendo no Brasil e
em outros países uma expansão mundial das guerras culturais que tomaram os
Estados Unidos a partir do final dos anos 1980. A antiga polarização entre uma
direita liberal que defendia a meritocracia baseada na livre iniciativa e uma
esquerda que defendia intervenções políticas para promover a justiça social
passa a ser não substituída, mas crescentemente subordinada a um novo
antagonismo entre, de um lado, um conservadorismo punitivo e, de outro, um
progressismo compreensivo.
Costuma-se atribuir a James
Hunter a precisa identificação do fenômeno e a difusão do termo “guerras
culturais” para se referir ao processo pelo qual temas como o direito dos
homossexuais, a legalização do aborto, o controle de armas e a legalização das
drogas passaram a ganhar proeminência no debate político americano no final dos
anos 1980, opondo “conservadores” a “progressistas”. Para ele, essa nova
polarização dividia o espectro político de outra maneira, opondo ortodoxos ou
conservadores, de um lado, e progressistas, de outro. Os conservadores se
definiriam por um “compromisso com uma autoridade moral externa definida e
transcendente”, e os progressistas, por uma autoridade moral “caracterizada
pelo espírito da era moderna, um espírito de racionalismo e subjetivismo”.
Num influente livro de
1996, o linguista George Lakoff concordou com Hunt que o novo antagonismo que
se via nos Estados Unidos opunha visões de mundo baseadas em concepções da
autoridade moral, mas definiu essa oposição de maneira um pouco diferente.
Apoiado na teoria da centralidade das metáforas para a formação dos conceitos,
ele notou que as guerras culturais se assentavam no confronto de duas metáforas
familiares para a sociedade, isto é, os dois discursos olhavam para a sociedade
como uma grande família: uma família com pai rigoroso e uma família com pai
carinhoso – e, para cada visão da sociedade como família, esse pai metafórico
imporia uma ordem moral. Assim, na perspectiva conservadora, teríamos uma ordem
moral punitiva e disciplinar e, na progressista, uma ordem compreensiva.
Apenas levando em conta
essas duas concepções da ordem moral entenderíamos, por exemplo, por que tanto
conservadores como progressistas acusam uns aos outros de incoerência em
relação à proteção à vida pelas posições que assumem com respeito ao aborto e à
pena capital. Se a proteção à vida é um princípio religioso supremo, por que
conservadores que condenam o aborto frequentemente defendem a pena capital? Se,
para os progressistas, a proteção à vida é um direito humano, por que se
mostram tão insensíveis à morte dos fetos humanos decorrente dos abortos? Se
olhamos para essa divergência não do ponto de vista do princípio da proteção à
vida, mas do ponto de vista da lógica da ordem moral, entendemos então que não
se trata de incoerência de lado a lado, mas fundamentalmente de como cada
discurso trata o erro: se a mulher que fez sexo fora do casamento deve ser
punida, assumindo a responsabilidade pela gravidez, ou ter as circunstâncias de
sua vida levadas em conta para escolher outro caminho; se o criminoso deve ser
duramente punido com a pena capital ou ter a oportunidade de se reabilitar.
Na literatura não há
unanimidade sobre o que teria dado início às guerras culturais. Elas parecem
ser uma reação ao questionamento político das normas sociais pela contracultura
dos anos 1970 ou à fratura das identidades coletivas proposta pelos novos
movimentos sociais e pelo discurso pós-moderno. Seja como for, parece claro que
quem reorganizou o discurso político nesses termos foram os conservadores e que
os progressistas ainda precisam se adaptar ao novo terreno de disputa
discursiva.
A relação entre discurso
moral e político não é nova. No final do século XIX e início do XX, os liberais
já utilizavam um discurso moral que justificava a miséria dos trabalhadores
pela indolência. Antes, porém, o discurso moral era instrumentalizado pelo
político, e agora parece que ocorre o contrário.
Embora não exista identidade nem mesmo correlação
necessária entre o discurso liberal e o conservador, de um lado, e o discurso
socialista e o progressista, de outro, essas articulações discursivas são
preponderantes. Assim, após o início das guerras culturais, vimos uma mudança
de natureza do discurso liberal. Desde o pós-guerra, o discurso liberal tinha
assumido a forma de um discurso de moderação e bom senso ao qual só podiam
aspirar aqueles que tomavam os fundamentos da sociedade atual como pressuposto
e tratavam as questões sociais e econômicas como prosaicos problemas de
administração. Após as guerras culturais, ele retomou um caráter de ódio e
desprezo de classe que trata os trabalhadores como indolentes que merecem ser
punidos com a pobreza pela falta de industriosidade, capacidade de poupança e
empreendedorismo. Pelos mesmos motivos, toda ação social do Estado é vista por
esse discurso como complacência socialista com a incompetência e o comodismo.
O inverso acontece com o
discurso socialista. Se no antigo quadro discursivo o bom senso e o equilíbrio
caracterizavam o discurso liberal, o discurso socialista que colocava em xeque
os fundamentos do sistema concorrencial de mercado era radical por sua própria
natureza e era desqualificado pelo establishment como extremista e
irrazoável. Já no novo quadro discursivo, no qual prevalece o discurso moral, o
caráter compreensivo e solidário do progressismo sugere que o discurso
socialista adote o equilíbrio e o bom senso trazidos pela empatia.
Esse antagonismo moral
redefine as regras do debate político. Há oitenta anos, o fabiano Harold Laski
defendia a ideia de que a penetração política e intelectual do socialismo
advinha de sua capacidade de explorar a contradição entre liberdade e igualdade
presente no discurso liberal, isto é, liberais e socialistas compartilhavam os
valores de liberdade e igualdade, e o pensamento socialista ascendeu
demonstrando que a igualdade de poder concorrer no mercado era uma formalidade
jurídica sem substância. Assim, o debate clássico que opunha liberais e
socialistas tinha um fundamento comum de valores que foi erodido pela cisão em
visões morais de mundo incomensuráveis.
Resta a pergunta sobre o
que devemos nós, socialistas e progressistas, fazer neste cenário de profundo
antagonismo moral e de classe. Creio que, em vez de lamentarmos a irreversível
ascensão do discurso moral, devemos jogar, em nossos termos, o novo jogo do
debate político. No entanto, isso exigirá empenho em reorientar o discurso e
reorganizar as forças políticas. Não apenas devemos expressar nossa luta pela
justiça social num discurso moral caracterizado pela empatia e pela
solidariedade, como também precisamos reorganizar as alianças políticas de
maneira a dar mais centralidade às lutas pelos direitos humanos e pelos
direitos civis, isto é, contra o abuso policial e o encarceramento em massa,
contra a homofobia, o sexismo e o racismo.
O ônus do ajuste é nosso. Os conservadores saíram
na frente.
Pablo Ortellado
Ativista e professor da Escola de Artes, Ciências e
Humanidades da USP. Coautor dos livros Estamos vencendo! Resistência
global no Brasil (Conrad, 2009) e Vinte centavos: a luta contra o
aumento (Veneta, 2013).
Ilustração: Mídia Ninja
Referências bibliográficas
HUNTER, J. Culture wars: the struggle to
define America. Nova York: Basic Books, 1991.
LAKOFF,
G. Moral politics: what conservatives know that liberals don’t. Chicago:
University of Chicago Press, 1996.
LASKI,
H. The rise of European liberalism: an essay in interpretation. Déli: Aakar, 2005.
Ello, uma nova rede social, quer ser alternativa ao Facebook
Na hora de fazer o cadastro no Ello, você se
sente sozinho. O design é minimalista e não é possível importar amigos do
Facebook ou do Twitter: é preciso começar do zero. Mesmo assim, muitas pessoas
estão entrando na rede social. Segundo o fundador da plataforma, Paul Budnitz,
são milhares de cadastros por hora.
Mas se cadastrar não é algo tão simples.
Assim como nos primórdios do finado Orkut, para entrar no Ello você precisa de
uma indicação de um usuário já existente. De acordo com dados da própria
plataforma, 30 mil são enviadas por hora. Convites estão até sendo vendidos no
Ebay, e o preço pode chegar a 100 dólares.
Pode ser apenas curiosidade - ou
insatisfação com as redes sociais existentes e a maneira como lidam com questões
como a privacidade. O Ello se declarou uma zona livre de anúncios e que não
vende dados de seus usuários para terceiros. A plataforma também promete que
seus membros só precisam revelar o que realmente querem.
Não é diferente de outros serviços de publicação
de mensagens, que podem ser usados para compartilhar textos, fotos e links. Não
é possível enviar mensagens privadas, visualizar links ou procurar por assuntos
específicos. A plataforma também não está disponível como aplicativo.
Outras desvantagens estão na longa lista de
recursos que ainda estão em desenvolvimento.
O minimalismo do layout diferencia a plataforma de outras redes sociais.
Branco, cinza e preto são as cores dominantes. Existe uma grande quantidade de
espaço vazio na tela. E os ícones são pequenos e despretensiosos. Alguns podem
até achar o site elegante. Para outros, o design pode parecer pouco original.
Mas as críticas ao Ello vão além de suas
funções. A firma de capital de risco Fresh Tracks investiu 435 mil dólares no
site, de acordo com o ativista online Aral Balkan. Um sinal, segundo ele, de
que o Ello planeja vender sua rede e os dados de seus usuários num longo prazo.
"Quando você pega capital de risco, a questão não é se você vai ou não
vender seus usuários, você já o fez. Isso se chama plano de fuga", explica
o ativista em seu blog.
A porta-voz do Ello descreve de outra
maneira o modelo de negócios da empresa. "As principais funções do Ello
serão sempre gratuitas", diz Fukaya. "Por uma pequena quantia, vamos
vender funções especiais que alguns usuários podem querem acrescentar em sua
conta. Milhares de pessoas estão escrevendo para solicitar essas funções, e
eles estão dispostos a pagar. É uma maneira de apoiar uma rede sem
anúncios".
Autoria Michael Münz (mas)
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/rede-social-ello-quer-ser-alternativa-ao-facebook-7070.html
Você sabe o que é o "Sistema S"?
Sistema S é o conjunto das onze entidades que
recebem recursos do governo federal , de acordo com as disposições da
Constituição da República, em seu artigo 149, três tipos de contribuições que
podem ser instituídas exclusivamente pela União:
(I)
contribuições sociais
(II)
contribuição de intervenção no domínio econômico
(III) contribuição de interesse das categorias profissionais ou
econômicas
Através das contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas
é que saem os recursos para alimentar o funcionamento das seguintes entidades
de direito privado correspondentes ao plano da representação sindical patronal
através das suas confederações. Assim é que
à Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil cabe o SENAR - Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural; à Confederação Nacional do Comércio
corresponde o SENAC -
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e o SESC - Serviço Social
do Comércio
Sistema
Cooperativista Nacional; Confederação Nacional da Indústria,
SENAI -
Serviço Nacional de Aprendizagem Indústria e SESI - Serviço Social
da Indústria; Confederação Nacional do Transporte,
SEST - Serviço Social
de Transporte e SENAT -
Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte.
Além destes há, também o SESCOOP - Serviço Nacional de Aprendizagem do
Cooperativismo;
SEBRAE -
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.
A criação desses organismos e de suas fontes de receita, remonta a
meados da década de 1940 e apenas quatro delas, (SESCOOP, SENAR, SEST e SENAT) foram instituídas
após a Constituição Federal de 1988. Em geral, as
contribuições incidem sobre a folha de salários das empresas pertencentes
à categoria correspondente; são descontadas regularmente e repassadas às
entidades de modo a financiar atividades que visem ao aperfeiçoamento profissional
(educação)
e à melhoria do bem estar social dos trabalhadores (saúde e lazer).
O problema é que não há
transparência no “Sistema S”, há envolvimentos com mal versão de verbas
públicas e práticas administrativas temerárias. Há profunda rejeição
quanto ao fato destas entidades como SESI, SESC, SENAC etc. oferecerem cursos
muito caros fora do alcance de grande parte da classe trabalhadora, embora
recebam os recursos com o compromisso e a obrigação de oferecerem cursos gratuitos.
Aliás, muito a propósito, qualificação
de mão de obra é obrigação patronal.
A caixa-preta do "Sistema S"
O "Sistema S" (SESC, SESI, SENAI, SENAC, SENAT etc.) precisa investir mais em matrículas gratuitas para cursos de longa duração. Essa foi uma exigência do governo federal feita em 2008, a ser cumprida até 2014. A redação do acordo e a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) em 2011, porém, dificultam a verificação do seu comprimento. O fato é que o Sistema S recebe diretamente em seus cofres valores descontados do trabalhador, mas é pouco transparente na forma como esse dinheiro público é usado.
A entidade da qual Sesi, Senai, Senac e Sesc são exemplares usa a seu critério a Contribuição Compulsória descontada da folha de pagamento equivalente a 1% do salário. Segundo a lei de 1942, tal montante deveria ser investido na saúde e na formação do trabalhador. O MEC constatou, no entanto, que a maioria dos cursos tinha mensalidades cobradas – a preços iguais aos de instituições privadas. Eram gratuitos cursos rápidos, como para reúso doméstico de cascas de frutas ou para embalagem de presentes.
O então ministro da Educação, Fernando Haddad, atual prefeito de São Paulo, apontou a falta de retorno para a sociedade. O embate acabou em um decreto que previu aumento gradativo da alocação do recurso para vagas públicas em cursos com, no mínimo, 170 horas de duração. Até 2014, dois terços do total da contribuição precisam ter a gratuidade como destino. O Tribunal de Contas da União (TCU) passou a acompanhar o investimento e, em 2013, foi decretado que os sistemas precisariam publicar na internet relatórios trimestrais. “Foi meia vitória”, afirma Gaudêncio Frigotto, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Em sua opinião, o financiamento deveria partir do empresariado: “O Sistema S é composto de instituições que servem ao sistema privado, portanto, o objetivo é ganhar dinheiro. Investe-se em mão de obra para as empresas irem melhor ou para cobrar pelo curso.”
Gabriel Grabowski, da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul, critica a liberdade de uso do dinheiro público do Sistema S e afirma que o Pronatec complicou a situação: “Agora, eles têm duas portas de entrada de dinheiro público”. O programa de compra de vagas em cursos técnicos alimentou o crescimento das instituições e ficou mais difícil exigir que dois terços das vagas tenham gratuidade por conta da Contribuição Compulsória. Ao mesmo tempo, por conta de a redação do decreto tratar de “aumento da alocação de recursos para vagas gratuitas” e não diretamente crescimento das vagas, as entidades têm apresentado balanços em que medem a receita líquida investida, sem que isso represente o mesmo porcentual de atendimento gratuito.
No Senai, por exemplo, a meta de 2013 era de 62%, e a entidade declara que chegou a 67%, mas apenas um quarto do total de matrículas dos cursos de longa duração é decorrente do benefício. “Não era sobre o número de matrículas, mas da utilização da receita líquida da contribuição para o Senai no financiamento desses cursos gratuitos”, diz Gustavo Leal, diretor de operações do Senai. Para Grabowski, o retorno é desproporcional: “ O contribuinte paga de um lado, o governo do outro e as escolas permanecem sendo majoritariamente privadas”.
Publicado na edição 92, de novembro de 2014
in http://www.cartanaescola.com.br/single/show/463
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Monumento às vítimas da Ditadura Militar é instalado
Em frente a um dos portões do Parque do Ibirapuera, em São Paulo/SP, foi instalado o monumento às vítimas da Ditadura Militar, projetado pelo arquiteto Ricardo Ohtake. A Ditadura Militar foi um golpe contra a democracia imposto ao País pelas cúpulas militares em 1964, afastando o presidente João Goulart da Presidência da República, até 1985, quando o ex-senador e ex-governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, foi eleito presidente da República pelo voto indireto dos parlamentares do Congresso Nacional.
Nesse período de arbitrariedades, perseguições, prisões, censura e fim da democracia foram mortos ou desaparecidos 463 pessoas conforme constatou a Comissão da Verdade.
Nesse período de arbitrariedades, perseguições, prisões, censura e fim da democracia foram mortos ou desaparecidos 463 pessoas conforme constatou a Comissão da Verdade.
Técnicos do TSE querem rejeição das contas de campanha de Dilma
Análise mostrariam que 13% das saídas de recursos e 5% das entradas
foram irregulares
Segundo advogado do PT, Flávio Caetano, "Há um parecer favorável feio pelo Conselho federal de Contabilidade. Foi pedido pelo relator acompanhamento do Banco Central, da Receita Federal e pelo Conselho Federal de Contabilidade”, disse Caetano, que também questionou o vazamento das informações para a imprensa sem que o partido tivesse conhecimento. “Não tivemos acesso ainda ao parecer. Só pode levar a aprovação com ressalvas”, observou.
O jornalista Luis Nassif, no seu blog, afirmou que
“No entanto, o vice-procurador-geral eleitoral e outros técnicos do TSE afirmaram
que não existem irregularidades nas contas apresentadas pela campanha de Dilma”.
domingo, 7 de dezembro de 2014
João Vitor, o garoto que acertou mais de 95% do Enem
Estudante de uma escola pública em Fortaleza errou apenas oito questões no Exame usando como estratégia a leitura: 'A prova tem textos longos, então me adaptei aos livros grandes'.João Vitor acertou 172 questões das 180 que compõem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O equivalente a 95,5% de acertos. Mas João Vitor Claudiano dos Santos, 16, aluno do 2.º ano da Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra, em Fortaleza, ainda não consegue mensurar o significado do feito.O menino agora espera o resultado oficial, que deve sair em janeiro de 2015, mas, em um comparativo, João Vitor ultrapassou os 164 acertos da estudante mineira Mariana Drummond, que conquistou o primeiro lugar no Enem 2013. A nota final ainda depende do desempenho na Redação, que João acredita ter sido a mais difícil das avaliações.
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